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Como criar um produto que chame a atenção do público

A imagem mostra uma mulher preta, de cabelos encaracolados com mechas loiras. Ela está sentada no chão, apoiada em um sofá, enquanto escreve em um notebook. Uma alusão ao momento de pesquisa sobre como criar um produto de impacto.

Nos últimos anos, quem acompanha discussões de negócios e presta atenção nas notícias de grandes empresas talvez tenha ouvido falar de uma palavra muito importante: produto. Talvez você até já tenha ouvido alguém dizer que agora uma determinada companhia tem uma visão de “produto”, e não mais de “projeto”, e ficou sem entender. Tudo bem: neste texto, a gente vai te explicar o que isso quer dizer. 

Criar um produto de impacto para seu público pode ser algo que fará seu negócio mudar de patamar. No entanto, para isso não basta apenas um momento de inspiração divina – aliás, como diz o ditado, é muito mais transpiração do que inspiração. 

Ao longo dos próximos parágrafos, você vai entender o que é um produto e quais são os principais passos usados por empresas de todos os tipos, de PMEs até gigantes de tecnologia, para gerar novas propostas de valor para clientes. Vai descobrir ainda que você mesmo pode fazer isso na sua operação, seguindo as indicações das próximas linhas. Vamos lá?  

O que é um produto? 

Se você procurar no dicionário, vai encontrar que “produto” é “aquilo produzido, o resultado da produção”, “aquilo produzido para venda no mercado”, ou, ainda, “o resultado de um trabalho ou de uma atividade”. Todas essas definições fazem sentido: afinal de contas, requer esforço fazer um produto, cujo objetivo é ser vendido – e fazer o seu negócio girar. 

Mas, mais que isso, um produto é algo que fornece valor ao seu público. É um objeto, coisa, sistema ou ferramenta com o qual ele satisfaz uma necessidade ou um prazer, a partir de uma demanda pessoal. Isso vale tanto para produtos físicos (um casaco bonito e confortável para não passar frio) quando para produtos digitais (um sistema de gestão que organiza sua área de logística e evita problemas de entregas). 

Como você pode imaginar, criar um produto de impacto, arrebatando corações e mentes da sua clientela, é algo que pode mudar o paradigma da sua empresa. 

Quem pode criar um produto de impacto? 

Qualquer pessoa pode criar um produto de impacto. No entanto, para que esse produto funcione realmente, é preciso ter uma série de preocupações e saberes importantes, reunidos nas habilidades de múltiplos profissionais. 

Não à toa, muitas empresas contratam hoje dezenas e até centenas de gerentes de produtos – profissionais capazes de supervisionar tarefas relacionadas com ideação, pesquisa, desenvolvimento, lançamento e manutenção do produto. 

Sim: manutenção também é um ponto importante, a fim de maximizar os ganhos que uma empresa pode ter com sua criação. É aí que está, inclusive, uma diferença entre a chamada “visão de projeto” e a “visão de produto”. 

Na visão de projetos, o time está preocupado em executar o que foi pedido e colocar no ar um projeto específico, sem se preocupar com o que vai acontecer depois – afinal de contas, após lançado, o projeto será tocado pela área de operações. 

Já na visão de produtos, isso é diferente: um time será responsável por cuidar daquele produto durante o tempo que for necessário, indo muito além de sua criação e lançamento, mas também cuidando de atualizações, manutenções e novas versões. 

Entre outras habilidades/áreas importantes para criar um produto, estão: 

  • Gestão de projetos;
  • Comunicação interdepartamental;
  • Design; 
  • Desenvolvimento (seja de tecnologia ou industrial, ou ainda ambos);
  • Marketing;
  • Serviços de teste; 
  • Vendas.

Além destas, outras áreas também são importantes e podem fazer sentido aqui, como são os times de finanças, engenharia ou jurídico, a fim de dar suporte para a ideação, desenvolvimento e lançamento do produto, dependendo do seu nível de complexidade. 

Como criar um produto que atenda às necessidades e demandas do mercado? 

A ideia de criar um novo produto pode ser, para quem tem um negócio, ao mesmo tempo, empolgante e desafiadora. É importante deixar claro que, nessa jornada, você terá muito trabalho, e que nenhum produto tem uma história parecida com a de outro. No entanto, porém, ideias, métodos e sistemas de desenvolvimento criados ao longo das últimas décadas podem te ajudar. 

Normalmente, desenvolver um produto leva em consideração seis etapas, do conceito inicial ao lançamento no mercado. São passos que levam em consideração ideias como: 

  • Identificar necessidade de mercado;
  • Sondar concorrência;
  • Idealizar solução;
  • Criar roteiro do produto;
  • Construir uma versão mínima viável do produto (chamada pela sigla em inglês MVP).

Dividir o processo de lançamento do produto em etapas ajuda não só a coordenar o projeto, mas também quebrar essa tarefa árdua em partes entregáveis, permitindo que o desenvolvimento avance com rapidez. Além disso, isso permite a participação de mais pessoas, em uma equipe, o que também colabora para um andamento mais acelerado. Vamos falar sobre esses passos a partir de agora. 

  • Necessidades ou vontades de consumidores;
  • Mercado-alvo;
  • Produtos parecidos ou semelhantes;
  • Funcionalidades;
  • Análise de fraquezas, fortalezas, oportunidades e ameaças ao seu produto no mercado (SWOT/FOFA).

Levando em consideração esses fatores, você poderá conceber uma proposta de negócios resumindo o que seu produto poderá fazer, considerando, objetivos e metas. Esse documento ajudará sua equipe (ou mesmo parceiros comerciais que você decidir contratar) a entender qual é o horizonte que vocês pretende atingir juntos. 

Definição do produto

Ao concluir essa proposta de negócios, debatendo mercado-alvo e funcionalidades, é importante definir o escopo ou conceito do produto. É uma espécie de parte 2 do que aconteceu na ideação, refinando sua estratégia. Aqui, é importante levar em consideração aspectos como: 

  • Análise comercial, pensando em distribuição e também na concorrência;
  • Proposta de valor, isto é, que problema seu produto vai resolver no mercado; 
  • Métricas-chave para entender o sucesso do seu produto
  • Estratégias de marketing para promover o produto, como redes sociais, blogs, campanhas e outras ideias. 

Com essas ideias definidas, é possível montar seu produto mínimo viável (MVP), fazendo protótipos. 

Prototipagem

Muito utilizada por empresas de tecnologia e startups, a ideia de um MVP é simples: desenvolver o produto mais simples o possível, mas ainda de uma maneira que seja possível resolver o problema de seu público-alvo. Durante esse processo, sua equipe poderá pesquisar e documentar o desenvolvimento do produto, refinando ainda mais o conceito e entendendo se ele é factível dentro da realidade da sua empresa. 

Às vezes, um protótipo pode ser tão simples quanto um panfleto ou site descrevendo o problema que você quer resolver. Em outros casos, pode ser um programa computacional ou até mesmo uma versão sem acabamento do que você planeja comercializar no futuro. Seja como for, nessa etapa você vai trabalhar considerando aspectos como: 

  • Pesquisa de risco de mercado;
  • Estratégia de desenvolvimento, estabelecendo cronograma e tarefas; 
  • Análise de viabilidade do cronograma;
  • Estabelecimento do MVP e primeiros testes, contendo apenas o básico, mas não o desejável.

Design

Se os primeiros testes do MVP funcionaram e você entendeu que pode seguir com o desenvolvimento do produto, é hora de avançar para o design. Mas calma: design não quer dizer apenas sobre a aparência do que você está criando, mas também sobre as funcionalidades e as mecânicas de como esse produto vai funcionar. 

Nesse momento, você precisa levar em consideração as necessidades do seu público-alvo para pensar nas funções principais de seu produto. Assim, se está fazendo uma bicicleta para crianças, ela precisa ter um tamanho adequado para esse público, bem como pedais e selins que façam sentido para os pequenos. 

Nessa etapa, não se preocupe se a versão atual do seu design não ficar como o produto que você imaginou: um produto bem-sucedido pode ter inúmeras versões até chegar à forma correta, além de muito contato com distribuidores para entender materiais e ciclos de fornecimento necessários. Para produzir seu design inicial, será preciso: 

  • Entender quais os materiais corretos, considerando preço e disponibilidade; 
  • Interagir com os participantes da equipe de desenvolvimento constantemente; 
  • Atenção para feedback da equipe e também dos testes de design.

Com o design aprovado, você poderá avançar para a etapa de validação, a última antes do lançamento do produto. 

Validação

Antes de comercializar um novo produto, é primeiro preciso validá-lo e testá-lo. Isso significa prestar atenção para que cada parte do produto esteja funcionando, antes que você possa avisar o público que ele está disponível. 

No caso de um produto digital, isso pode incluir ter certeza de que seus servidores estão prontos para a demanda projetada; já no caso de um produto físico, é saber se haverá estoque suficiente na hora do lançamento ou ainda se o produto vai de fato funcionar da forma como as pessoas esperam. 

Para assegurar a qualidade do produto, é importante passar por essas etapas: 

  • Desenvolvimento do conceito e testes finais; 
  • Testes de marketing, incluindo funcionalidade e distribuição por diferentes canais; 
  • Em alguns casos, pode ser interessante também fazer uma etapa de demonstração para clientes selecionados, com descontos ou até mesmo sem cobranças. 

Lançamento

Ok, chegou finalmente a parte que todo mundo estava esperando: o lançamento. Mas antes mesmo de lançar, existem detalhes de finalização que podem fazer toda a diferença para o sucesso (ou fracasso) do seu produto. Entre eles, podemos citar: 

  • Acabamento do produto, seja ele físico ou digital; 
  • Implementação dos canais de venda, seja e-commerce, marketplaces parceiros, loja física ou distribuição em estabelecimentos parceiros; 
  • Verificação que os canais de marketing estão todos funcionando para a hora do lançamento;
  • Ter certeza de que você é capaz de mensurar as métricas que precisa para medir o resultado inicial do seu produto.

O que mais levar em consideração ao criar um produto? 

Provavelmente, você já deve ter em mente quais são os aspectos que deve levar em conta na hora de desenvolver um produto – afinal de contas, eles fazem parte dos detalhes que listamos acima para você seguir os passos. De qualquer maneira, pode ser importante lembrar ou destacar alguns deles para que você preste atenção sempre. Vamos lá? 

  • Entenda seu público-alvo e questione sempre se você está resolvendo um problema dele; 
  • Identifique as demandas do mercado e pense sempre em atender muito bem um nicho específico primeiro;
  • Tenha um bom time de desenvolvimento ao seu lado, ou parcerias que podem te indicar a direção correta; 
  • Faça uma avaliação justa da sua concorrência, entendendo pontos fortes e fracos, diferenciais e ameaças;
  • Crie um plano de atualização do produto, considerando espaço para mudanças do mercado e feedback de clientes. 

Com esses aspectos em mente, com certeza você tem o que é necessário para criar um produto de impacto, agradando seu público, aumentando suas vendas e mudando seu negócio de patamar.

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Loggi
A equipe de redação do blog Loggi é um time dinâmico que explora os meandros da logística, e-commerce e gestão. Com habilidades diversas, cada escritor contribui para contar histórias envolventes sobre transporte, inovação e estratégias empresariais. Juntos, compartilhamos a visão da Loggi de transformar a experiência logística no Brasil.
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