
Informações principais do artigo:
Abriu a tela de cadastro de produto na sua plataforma, encontrou o campo MPN e não soube o que preencher?
Essa dúvida é mais comum do que parece e tem consequência direta na visibilidade dos seus produtos no Google Shopping.
O MPN é um dos identificadores de produto mais importantes para quem vende online.
Preenchê-lo corretamente pode ser o diferencial entre o seu produto aparecer ou não quando um comprador busca exatamente o que você vende.
Neste artigo, você vai entender o que é MPN, o que é MPN de um produto na prática, onde encontrar esse código, quando ele é obrigatório e como evitar os erros mais comuns no preenchimento.
MPN é a sigla para Manufacturer Part Number, que em português significa Número de Peça do Fabricante. Trata-se de um código alfanumérico criado pelo próprio fabricante do produto para identificar aquele item de forma única dentro do seu catálogo.
Pense assim: uma mesma marca de eletrônicos pode fabricar dez modelos diferentes de fones de ouvido. Visualmente, alguns parecem idênticos.
O MPN é o que diferencia cada um deles no sistema, garantindo que nenhum item seja confundido com outro no momento da busca, da venda ou da reposição de estoque.
O código não segue um padrão único de tamanho ou formato: pode ter letras, números ou ambos, e varia conforme o fabricante.
O Google Merchant Center aceita MPNs de até 70 caracteres alfanuméricos.
Importante: O MPN é definido pelo fabricante, não pelo lojista. Por isso, todos os vendedores que comercializam o mesmo produto usam exatamente o mesmo código.
Entender o que é MPN de um produto fica mais fácil com exemplos do dia a dia.
Imagine que você vende notebooks de uma marca conhecida:
O modelo X pode ter três versões: uma com 8 GB de RAM, outra com 16 GB e outra com 32 GB. Mesmo sendo notebooks da mesma linha e com aparência externa idêntica, cada configuração tem um MPN diferente.
Esse código é o que permite que plataformas de e-commerce, marketplaces e comparadores de preço identifiquem exatamente qual versão do produto está sendo anunciada, sem margem para erro.
Na prática, o MPN serve para três funções principais dentro de uma loja virtual:
O MPN tem aplicações diretas na operação de quem vende online. Abaixo estão os cenários em que esse código faz mais diferença.
O Google Shopping usa o MPN para agrupar ofertas de diferentes vendedores para o mesmo produto. Quando um comprador pesquisa por um item específico, o Google cruza os identificadores de produto cadastrados no Merchant Center para exibir as opções disponíveis.
Se o MPN estiver correto, o seu produto entra nessa vitrine comparativa. Se estiver errado ou ausente, o Google pode reprovar o anúncio ou simplesmente não exibi-lo nas buscas relevantes.
Para quem está construindo uma estratégia de SEO para e-commerce, preencher os identificadores de produto corretamente é um dos primeiros passos para ganhar visibilidade orgânica.
Plataformas como Nuvemshop e Loja Integrada possuem o campo MPN no cadastro de produtos. Ele não é obrigatório dentro das próprias plataformas, mas passa a ser necessário no momento em que você ativa a integração com o Google Shopping ou com marketplaces que exigem identificadores de produto.
Preencher o MPN desde o cadastro inicial evita retrabalho. Quando a loja for integrada a um canal de venda que exige o código, os produtos já estarão prontos.
O mesmo vale para outros campos do cadastro: uma descrição de produto bem feita também contribui diretamente para a conversão e para o ranqueamento no Google.
Para lojas com catálogos extensos ou com produtos que têm muitas variações, o MPN funciona como um identificador interno preciso.
Ele permite consultar rapidamente qual peça específica precisa ser reposta, onde está localizada no estoque e quantas unidades ainda existem, sem depender apenas do nome comercial do produto.
Buscar o MPN de um produto no Google Shopping exibe todas as ofertas de outros vendedores para aquele item exato.
Isso transforma o código em uma ferramenta de pesquisa de mercado simples e direta: com o MPN em mãos, você vê o preço médio praticado pelos concorrentes e pode calibrar a sua margem de lucro de forma mais embasada, sem depender de estimativas.
Esses três códigos aparecem juntos no cadastro de produtos e geram muita confusão.
Cada um cumpre uma função diferente e é exigido em contextos distintos.
Em resumo: o MPN identifica o produto dentro do catálogo do fabricante, o GTIN identifica o produto em escala global por meio do código de barras, e o NCM é um código fiscal obrigatório na emissão de notas fiscais eletrônicas.
Os três podem e devem coexistir no cadastro do mesmo produto.
O Google Merchant Center define claramente quando o MPN é obrigatório: sempre que o produto não tiver um GTIN atribuído pelo fabricante.
Essa situação é comum em produtos importados de marcas menores, itens de nicho ou peças de reposição que não passaram por um processo de padronização de código de barras global.
A localização do MPN varia conforme o tipo de produto e o fabricante, mas existem alguns caminhos confiáveis para encontrá-lo.
A forma mais direta de localizar o MPN é na embalagem do produto.
Ele geralmente aparece próximo ao código de barras, ao número de série ou às informações técnicas do fabricante, impresso em uma etiqueta ou diretamente na caixa.
Não existe um formato visual padrão: pode estar identificado como MPN, Part Number, P/N ou simplesmente como um código alfanumérico sem rótulo.
Manuais de instrução, certificados de garantia, notas fiscais de compra e fichas técnicas frequentemente registram o MPN.
Se a embalagem não deixar claro, vale conferir esses documentos antes de entrar em contato com o fornecedor.
Como o MPN é definido pelo fabricante e não pelo lojista, todos os vendedores do mesmo produto usam o mesmo código.
Uma busca no Google com o nome comercial do produto seguido de “MPN” ou “Part Number” costuma trazer resultados de outros vendedores que já cadastraram o item, facilitando a consulta.
Se nenhuma das alternativas anteriores funcionar, o caminho mais seguro é entrar em contato diretamente com o fabricante ou com o seu fornecedor.
Eles são a fonte oficial do código e podem confirmar o MPN correto para cada variação do produto.
Nem todo produto possui MPN. Itens artesanais, produtos personalizados, criações de marca própria e alguns itens importados de pequenos fabricantes simplesmente não têm esse código atribuído.
Nesses casos, a orientação do Google é direta: não preencha o campo. Nunca crie um MPN fictício, copie o código de outro produto ou use qualquer valor que você não tenha certeza de estar correto.
Um MPN errado pode fazer com que o seu produto seja associado a outro item no catálogo do Google Shopping, levando a reprovações e até a penalizações na conta do Merchant Center.
Para produtos sem GTIN e sem MPN, o Google Merchant Center oferece o atributo identifier_exists, que deve ser configurado como “no” para indicar que o produto não possui identificadores de produto padrão.
Isso evita reprovações por ausência de dados e mantém o cadastro dentro das regras da plataforma.
No feed de dados do Google Merchant Center, o MPN é enviado como um atributo específico. Em feeds de texto, o valor é inserido diretamente na coluna mpn.
Em feeds XML, o formato correto é <g:mpn>CÓDIGO</g:mpn>.
O Google aceita sequências alfanuméricas de 1 a 70 caracteres e recomenda o uso apenas de caracteres ASCII.
No painel administrativo da Nuvemshop, acesse Produtos > Lista de produtos, clique no produto desejado e localize o campo MPN na seção de informações adicionais.
O preenchimento é simples e pode ser feito produto a produto ou em lote, por meio de uma planilha de importação em Excel ou Google Sheets.
Na Loja Integrada, o MPN aparece no formulário de cadastro de produtos junto com GTIN e NCM.
Assim como na Nuvemshop, o campo não é obrigatório dentro da plataforma, mas deve ser preenchido sempre que o produto possuir o código, especialmente para integrações com Google Shopping e marketplaces.
O Google Merchant Center tem diretrizes específicas para situações que vão além do cadastro simples.
Conhecê-las evita erros que passam despercebidos no dia a dia:
O MPN é um código pequeno com impacto direto na visibilidade dos seus produtos online.
Preenchê-lo corretamente garante que o Google Shopping e os marketplaces identifiquem exatamente o que você vende, reduzindo reprovações e aumentando as chances de o seu produto aparecer nas buscas certas.
O próximo passo prático é revisar o cadastro dos produtos da sua loja e verificar quais ainda não têm o MPN preenchido.
Comece pelos itens com maior volume de vendas ou pelos que estão integrados ao Google Shopping, pois são os que mais se beneficiam imediatamente do preenchimento correto.
Essa atenção nos detalhes do cadastro é o que separa lojas que aparecem nas buscas das que ficam invisíveis.
Não. O código de barras corresponde ao GTIN, um identificador global padronizado. O MPN é um código interno do fabricante, que pode ou não coincidir com o código de barras. Os dois são complementares e podem coexistir no mesmo cadastro de produto.
Não. O MPN é exclusivo para cada produto e cada variação dentro do catálogo de um fabricante. Se o fabricante atualizar o produto, o MPN também muda. Produtos de fabricantes diferentes podem, coincidentemente, usar sequências iguais, mas dentro do contexto de cada marca o código é único.
O produto pode ser associado a outro item no catálogo do Google, resultando em reprovação do anúncio, exibição incorreta nos resultados de busca ou até penalização da conta no Merchant Center. Sempre use o MPN oficial do fabricante e, em caso de dúvida, deixe o campo em branco.
Não. Itens feitos à mão, personalizados ou de fabricação própria sem processo industrial formalizado não possuem MPN. Nesses casos, deixe o campo em branco e utilize o atributo identifier_exists configurado como não no Google Merchant Center.
São conceitos diferentes. O SKU é um código interno criado pelo próprio lojista para organizar o seu estoque. O MPN é definido pelo fabricante e é o mesmo para todos os vendedores daquele produto. É comum usar os dois simultaneamente: o SKU para gestão interna e o MPN para integrações externas.
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